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-> A nova casa do Fantasma no Brasil é esta: MYTHOS EDITORA! -> Torne-se sócio do Fã-Clube FANTASMA VIVE! Saiba como: fantasmavive@ig.com.br -> Ingresse em nossa Comunidade no ORKUT, e debata sobre seu herói favorito!
>> O FANTASMA DA IMPOTÊNCIA NÃO PERDOA NINGUÉM
Por Marcio Baraldi Fonte: Bigorna.net
>> E O GIBI DO FANTASMA NA MYTHOS? Entramos novamente em contato com o editor dos títulos da King Features na Mythos Editora, Franco de Rosa, para obter informações sobre o atraso no lançamento da 3º edição de 'O Fantasma' - que deveria ter sido distribuída em março. Segundo o editor, não há motivo para maiores preocupações. Embora bem atrasados, os próximos gibis estão, segundo suas próprias palavras, "nos arremates", e brevemente chegarão às bancas. Portanto, só nos resta aguardar.
>> PAUL RYAN TAMBÉM ASSUME AS PRANCHAS DOMINICAIS DO FANTASMA Conforme noticiado em dezembro, Graham Nolan passou o cargo de desenhista das pranchas dominicais do Fantasma (cargo esse que vinha ocupando, com muita competência, desde sua estréia em 6 de agosto de 2000) para seu colega Paul Ryan (que, como todos sabem, é o artista responsável pelas tiras diárias do nosso herói). A nova fase, com Ryan, estreou em 1º de abril (e não, não é mentira!). Os sites dos jornais norte-americanos 'Houston Chronicle' e 'Seattle Post-Intelligencer' disponibilizam tanto as tiras diárias quanto as pranchas de domingo (ambas coloridas). Para conferir, basta acessar os links disponíveis em nossa seção TESOUROS DA CAVEIRA.
>> MOONSTONE APRESENTA A 2º PARTE DE 'INVISIBLE CHILDREN' A editora norte-americana Moonstone Books já disponibilizou, em seu site oficial, as capas da edição #18 de 'The Phantom', que dá sequência à aventura 'Crianças Invisíveis'. Como noticiamos anteriormente, o gibi, além de evidenciar a situação das crianças africanas que sofrem com as guerras civis que se alastram pelo "Continente Negro", ainda contribui para, mesmo de forma modesta, amenizar seu sofrimento: parte das vendas serão destinadas à instituição 'Invisible Children'. Confira, abaixo, as capas e ficha técnica desta nova edição:
>> 'The Phantom'/Moonstone #18 (2º Série) História: 'Invisible Children - Pt. 2' Time criativo: Argumento, Mike Bullock; Desenhos, Silvestre Szilagyi Capa 1: Darryl Banks & Terry Austin; Capa 2: Joe Corroney - 32 páginas coloridas
>> 'FANTOMEN', 'FANTOMET' E 'MUSTANAAMIO' EM MARÇO E ABRIL Os gibis de março e abril do Fantasma na Escandinávia terão aventuras bem movimentadas. Em 'Fantomen' #6, temos a sequência da saga 'Ciberespaço', uma aventura que tem a árdua tarefa de enquadrar um personagem tão tradicional quanto o Espírito-Que-Anda em um roteiro típico de ficção científica - e, ao que parece, sem resultados muito bons. O editor do Fantasma na Austrália, Jim Shepherd, em sua coluna publicada na edição #1473 de 'The Phantom', aconselhou os seus leitores: "Sem uma noção prévia de como e porque (a aventura) teve início, este novo capítulo pode ser um pouco difícil de ser compreendido! Se você não tem afinidade com o mundo da computação, trate a história como ficção científica básica - e curta os brilhantes desenhos!" Ao que o webmaster do site 'Deep Woods', Bryan Shedden (que parece não conhecer o termo "meias palavras"), adicionou o seguinte comentário: "Ou melhor, não se aborreça lendo os textos, apenas aprecie as lindas figuras e imagine isto como um gibi do Flash Gordon. Este arco de histórias é o pior que eu já vi nessas duas décadas em que eu leio o Fantasma!". Caramba! Mais de acordo com o espírito do personagem (foi mal... não resisti!), as edições #7 e #9 trazem aventuras dos antepassados do nosso herói. A primeira leva um dos membros da Dinastia do Fantasma à Escócia, em uma trama que envolve o lendário Monstro do Lago Ness. O curioso dessa edição é o modo como o Vingador da Selva foi retratado na capa - com um longo casaco e cachecol, e empunhando suas duas pistolas - em uma imagem que lembra, e muito, o famoso personagem dos "pulps" e dos quadrinhos, O Sombra. Seria uma homenagem? No Nº 9, mais uma crônica de séculos atrás, com o sugestivo nome de 'Meu Inimigo Sueco'. E finalmente, na edição #8, a sequência da aventura 'O Retorno do Comandante' iniciada em 'Fantomen' #4/2007: mais um confronto do Espírito-Que-Anda com seus mortais inimigos, os Piratas Singh, tendo em jogo o destino da Patrulha da Selva! Confira, abaixo, as capas e fichas técnicas deste lançamento na Escandinávia:
>> 'Fantomen' #6/2007 - Lançamento: 8/3/2007 - História (Título em Sueco): 'Duell I Cyberrymden' Time criativo: Argumento & Arte, Hans Lindahl - História extra: 'Plundrarna Vid Keela-Wee, Del 4' (Originalmente publicada nos jornais norte-americanos) Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry - Outros personagens publicados nesta mesma edição: 'Bernard Prince'; 'Latigo'; 'Herman, O Selvagem' Capa: Hans Lindahl - 104 Páginas Coloridas >> 'Fantomet' #5/2007 - Lançamento: 5/3/2007 História (Título em Norueguês): 'Duel I Cyberspace' (Na Noruega é publicado, por ano, um título a menos do Fantasma em relação à Suécia e Finlândia) >> 'Mustanaamio' #6/2007 - Lançamento: 28/2/2007 (A capa e os dados da edição finlandesa não estão disponíveis) ....................
>> 'Fantomen' #7/2007 - Lançamento: 22/3/2007 - História (Título em Sueco): 'Monstret I Loch Ness' Time criativo: Argumento, Claes Reimerthi; Arte, Heiner Bade - Outros personagens publicados nesta mesma edição: 'Bernard Prince'; 'Latigo'; 'Herman, O Selvagem' Capa: Heiner Bade - 72 Páginas Coloridas >> 'Fantomet' #6/2007 - Lançamento: 19/3/2007 História (Título em Norueguês): 'Uhyret I Loch Ness' >> 'Mustanaamio' #7/2007 - Lançamento: 14/3/2007 (A capa e os dados da edição finlandesa não estão disponíveis) ....................
>> 'Fantomen' #8/2007 - Lançamento: 4/4/2007 - História (Título em Sueco): 'Befälhavarens Aterkomst, Del 2' Time criativo: Argumento, Claes Reimerthi; Arte, Joan Boix - Outros personagens publicados nesta mesma edição: 'Bernard Prince'; 'Spirou'; 'Herman, O Selvagem' Capa: Sal Velluto - 72 Páginas Coloridas >> 'Fantomet' #7/2007 - Lançamento: 2/4/2007 História (Título em Norueguês): 'Kommandanten Vender Tilbake, Del 2' >> 'Mustanaamio' #8/2007 - Lançamento: 28/3/2007 (A capa e os dados da edição finlandesa não estão disponíveis) ....................
>> 'Fantomen' #9/2007 - Lançamento: 19/4/2007 - História (Título em Sueco): 'Min Swenske Fiende' Time criativo: Argumento, Janne Lundström; Arte, Kari Leppänen - História extra: 'Den Blå Jätten, Del 1' (Originalmente publicada nos jornais norte-americanos) Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry - Outros personagens publicados nesta mesma edição: 'Bernard Prince'; 'Spirou'; 'Herman, O Selvagem' Capa: Jaime Vallvé - 72 Páginas Coloridas >> 'Fantomet' #8/2007 - Lançamento: 16/4/2007 História (Título em Norueguês): 'Min Svenske Fiende' >> 'Mustanaamio' #9/2007 - Lançamento: 11/4/2007 (A capa e os dados da edição finlandesa não estão disponíveis)
>> NORUEGA: 'CRÔNICAS DO FANTASMA' #3
Com capa do artista Boro Pavlovic, chega em 23 de abril às bancas norueguesas a 3º edição de 'Fantomet's Krønike'. O gibi traz republicações de ótimas aventuras dos antepassados do 21º Fantasma, todas assinadas pelos talentosos membros do 'Team Fantomen'. >> Para conferir a capa, basta clicar na imagem acima.
>> O FANTASMA ATINGE MARCA HISTÓRICA NA AUSTRÁLIA Em 30 de março último, o Fantasma atingiu uma marca sensacional, e muito rara de se alcançar: 'The Phantom', seu gibi publicado na Austrália pela editora Frew, chegou ao Nº 1500 (embora na capa esteja estampado "#1472". Explicaremos sobre isso mais adiante). Esta publicação, por vários motivos, pode ser considerada uma exceção no mercado de quadrinhos atual. 'The Phantom' é publicado ininterruptamente desde 1948, ou seja, há quase 60 anos. Ao longo de 6 décadas, o mercado de quadrinhos sofreu inúmeras mudanças. As superlativas vendagens dos anos 1930/40/50 deram lugar às modestas tiragens neste novo século. A colorização dos quadrinhos agora é computadorizada; existe um sem número de formatos; o gibi que você acompanha hoje com certeza estará com seu conteúdo drasticamente modificado daqui um ano... Isso porque mesmo (e principalmente) editoras de grande porte, como Marvel e DC, promovem periodicamente mudanças (muitas vezes sem critério) em suas publicações e em seus personagens, tentando desesperadamente alavancar os números. Enquanto isso, há muito tempo, o bom e velho Espírito-Que-Anda navega águas tranquilas na "terra dos cangurus". Seu gibi está quase sempre no topo dos mais vendidos, em uma supremacia pouco igualada em qualquer parte do planeta; o formato é praticamente o mesmo desde 1948: capa colorida (sempre com o mesmo logotipo, e este sempre pintado de vermelho), miolo em P&B, 36 páginas (excetuando as edições especiais ou comemorativas, que são bem mais recheadas); e a última grande "mudança" no conteúdo ocorreu no longínquo ano de 1981, com a inclusão do material produzido na Escandinávia após anos publicando somente adaptações das tiras impressas nos jornais norte-americanos. Por tudo isso, o feito do herói criado por Lee Falk e da editora Frew é absolutamente admirável não apenas pela longevidade alcançada pelo título, mas da forma como ela foi alcançada. (Sem qualquer vestígio de ironia: com certeza grandes astros como Superman, Batman, Homem-Aranha e X-Men - e nós, seus leitores - adorariam ter um êxito tão estável e contínuo em sua carreira nos quadrinhos quanto o do Vingador da Selva na Austrália: sem precisar sofrer "mudanças criativas" nas mãos de pessoas menos capazes...). Por tudo isso, a edição #1500 é uma edição caprichada - um almanaque de 180 páginas, que traz um material seminal para os fãs do Espírito-que-Anda: a primeira história do herói ('The Singh Brotherhood', de 1936), e a primeira aventura dominical do personagem ('The League of Lost Men', de 1939), ambas da dupla Falk/Moore. De quebra, um brinde precioso: a primeira "Enciclopédia do Fantasma" já publicada, com 76 páginas! Resumindo: imperdível. Finalmente, quanto ao fato de 'The Phantom' possuir duas numerações distintas, a explicação é simples: em dado momento da carreira editorial do personagem na Austrália (mais precisamente, entre 1985-1990), foram publicadas 29 edições extra sem numeração, ou simplesmente designadas com um "A" ao lado da mesma numeração da revista regular lançada no período. Some-se à isso o fato da edição #330 não ter sido publicada (sério: a numeração pulou de #329 para #331 - provavelmente devido à um erro de atenção dos editores), e está explicado por que o Fantasma comemora sua edição #1500 tendo estampado na capa o número #1472. Essa, nem o velho e sábio Mozz conseguiria explicar! Finalizando, as edições #1470, #1471, #1473 e #1474 trazem aventuras inéditas, originalmente produzidas e publicadas este ano na Escandinávia. Confira, abaixo, as capas e fichas técnicas destas novas edições:
>> 'The Phantom'/Frew #1470 - Lançamento: 2/3/2007 História (título em inglês): 'Return of the Commander - Pt. 1' (Em português, 'O Retorno do Comandante, Parte 1') Originalmente publicado em 'Fantomen' #4/2007 Time criativo: Argumento, Claes Reimerthi; Arte, Joan Boix Capa: Cópia da arte interna - 36 Páginas em P&B .................... >> 'The Phantom'/Frew #1471 - Lançamento: 16/3/2007 História (título em inglês): 'Return of the Commander - Pt. 2' (Em português, 'O Retorno do Comandante, Parte 2') Originalmente publicado em 'Fantomen' #8/2007 Time criativo: Argumento, Claes Reimerthi; Arte, Joan Boix Capa: Antonio Lemos - 36 Páginas em P&B .................... >> 'The Phantom'/Frew #1472 - Lançamento: 30/3/2007 1) História (título em inglês): 'The Singh Brotherhood' (Em português, 'Os Piratas Singh') Originalmente publicada em tiras diárias, de 17/2 até 7/11/1936 2) História (título em inglês): 'The League of Lost Men' (Em português, 'A Liga dos Homens Perdidos') Originalmente publicado em pranchas dominicais, de 28/5 até 15/10/1939 Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Ray Moore Capa: Não-creditado - 180 Páginas em P&B + 76 da 'Enciclopédia do Fantasma' .................... >> 'The Phantom'/Frew #1473 - Lançamento: 13/4/2007 História (título em inglês): 'Duel in Cyberspace' (Em português, 'Duelo no Ciberespaço') Originalmente publicado em 'Fantomen' #6/2007 Time criativo: Argumento & Arte, Hans Lindahl Capa: Cópia da arte interna - 36 Páginas em P&B .................... >> 'The Phantom'/Frew #1474 - Lançamento: 20/4/2007 História (título em inglês): 'The Loch Ness Monster' (Em português, 'O Monstro de Loch Ness') Originalmente publicado em 'Fantomen' #7/2007 Time criativo: Argumento, Claes Reimerthi; Arte, Heiner Bade Capa: Cópia da arte interna - 36 Páginas em P&B >> Fonte: Site 'Deep Woods.Org'
>> MANDRAKE ÀS VOLTAS COM ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS ...E não, não se trata do tão comentado aquecimento global. Na nova série publicada desde 5 de março, intitulada 'Dangerous Music', o Maior Mágico do Mundo irá até Cockaigne, terra natal de sua namorada, a Princesa Narda. Sua missão é resolver o mistério da transformação do pequeno país europeu, antes um paraíso com clima agradável e belas praias, em um território gelado e inóspito. Qual vilão teria poderes para tal feito? Roteiro e arte de Fred Fredericks.
>> MANDRAKE EM PRODUÇÃO CINEMATOGRÁFICA? Nessa fornada de novas produções cinematográficas baseadas em quadrinhos, parece que chegou a hora e a vez da 1º criação de Lee Falk ganhar as telonas: Mandrake, O Mágico. Pelo que dizem as notícias veiculadas desde o fim de abril, o diretor Chuck Russell (de 'O Máskara', 'Eraser - Queima de Arquivo' e 'O Escorpião Rei') estará capitaneando o projeto. O site 'Jovem Nerd' divulgou também um esboço do roteiro: "O roteiro do filme, escrito por Josh Oppenheimer e Thomas Dean Donnely, mostra a entrada do mágico Jackson Mandrake para um mundo da real magia e grandes aventuras. Mandrake sempre levou sua vida no limite e trabalhando como um mágico que vive no anonimato, os atos em seus shows começam a crescer perigosamente, chamando a atenção da CIA, que requisita seus serviços para uma operação secreta, na qual ele aceita relutantemente.O mágico acaba sendo pego em uma intrincada teia de mentiras, lutando pela própria sobrevivência com uma brilhante e perigosa mente criminosa." Minha opinião? Se trocarmos "mágico que vive no anonimato" por "esportista radical", a trama não parece um pouco demais com o roteiro do primeiro 'Triplo X'? E Chuck Russell? Será que o diretor conhece e gosta do personagem, e saberá modernizá-lo sem descaracterizá-lo? E Lothar e Narda, ficarão de fora do filme? Tenhamos cautela. Mas que uma notícia dessas dá um certo receio, isso dá.
>> '300': A MELHOR ADAPTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA DE HQ's DE 2007 Não há como definir de outro modo: '300', o espetacular longa-metragem dirigido pelo jovem diretor Zack Snider (que transpõem para a tela grande a memorável mini-série de Frank Miller), estragou para mim todas as próximas estréias cinematográficas de 2007. Nenhum "blockbuster" vai conseguir superar a magnitude e o impacto deste épico. 'Homem-Aranha 3'? Qual nada! Depois de impecáveis 117 minutos de alta testosterona inserida em uma trepidante aventura ambientada em 480 a.C., o próximo filme do popular aracnídeo da Marvel, no meu conceito, tem de se contentar com a posição de 2º melhor adaptação de HQ's de 2007. O primeiro posto é do heróico Rei Leônidas e de sua tropa de 300 valentes, e ninguém tira. Antes de tudo, vale frisar: '300' não é uma reprodução histórica realista em seus mínimos detalhes - e faz muito bem. O diretor Snyder declarou que o longa é "uma ópera da Batalha das Termópilas". Miller, quando no lançamento da mini-série em quadrinhos anos atrás, disse que "nunca havia escrito uma história realista na vida, e não seria ali que iria começar". Na verdade, a produção é uma ode à coragem, ao desprendimento à vida por apego aos princípios. Com certeza, causará horror aos politicamente corretos, que mui tardiamente se indignarão com costumes espartanos de 25 séculos atrás (por exemplo, o arrepiante descarte de infantes que não se encaixavam no ideal de perfeição física exigido) - mas ver o filme como uma aula de "sociologia histórica", como querem alguns asnos da imprensa (existem alguns "analistas" traçando inacreditáveis paralelos entre a fita e o atual cenário político), é uma bobagem sem tamanho. '300' é um magnífico espetáculo para os sentidos, e muito provavelmente um clássico instantâneo - e pronto. Ir além disso é merecer ser decapitado. A trama é esta: o imperador persa, Xerxes (interpretado pelo brazuca Rodrigo Santoro - comentaremos mais sobre isso adiante), pretende estender seus já vastos domínios até a Grécia. Um mensageiro e uma pequena escolta persa são enviados à Esparta, para obter do Rei Leônidas (o escocês Gerard Butler, em uma atuação estupenda - também comentaremos mais sobre isso adiante), na base de arrogantes demonstrações de poder, uma oferta simbólica de "terra e água" - sinal de submissão da cidade grega ao "rei-deus". Acaba que, em uma das várias cenas memoráveis do filme, o estafeta e seus capangas vão "buscar" terra e água no fundo de um poço - o que faz com que o monarca espartano, sem o apoio do Conselho dos Éforos ("corja pomposa, pútrida, corrupta!"), parta com sua guarda pessoal - os 300 do título - em uma missão impossível: deter o avanço um exército de centenas de milhares de homens. Paralelamente, a rainha Gorgo (a bela - e forte - Lena Headey, uma baita atriz) procurará conseguir o suporte de mais tropas para auxiliar seu marido, enquanto tenta se livrar das investidas do traidor Theron. Indo direto ao ponto: na minha opinião, '300' é o melhor épico já feito desde 'Ben Hur' - e será, com certeza, o grande injustiçado do Oscar no ano que vem. A Academia certamente terá preferência por filmes de cunho "político" ou, quem sabe, centrado em "minorias oprimidas", e relegará este filmaço ao consolo das premiações técnicas (direção de arte, efeitos especiais, maquiagem, figurino, som, efeitos sonoros). Irá ignorar a direção vigorosa de Snyder; o maravilhoso roteiro adaptado (que, diga-se, ficou superior à história da "graphic novel") de Michael Gordon, Kurt Johnstad e do próprio diretor; a atuação vigorosa de Lena Headey; a trilha sonora, um show à parte por conseguir, pela primeira vez na história do cinema, inserir guitarras em um filme épico e se sair maravilhosamente bem na mistura; e, por último, mas de modo algum menos importante, a simplesmente fantástica interpretação de Gerard Butler. Quem viu Butler, sem barba e em um monótono conjunto "terno preto/camisa branca/gravata preta", concedendo entrevistas na TV, mal pode acreditar no modo visceral como o ator encarna o personagem no filme. Não vemos ali uma interpretação do Rei Leônidas, vemos Leônidas em pessoa, como ele deveria ter sido. O físico, a voz, o olhar, os gestos - tudo faz crer que o monarca deve ter vindo do passado em alguma máquina do tempo para representar-se na simulação cinematográfica do antigo conflito. Butler declarou ter se esforçado para impôr uma atitude que faria as platéias realmente acreditarem que foi possível um homem liderar, com sucesso, apenas 300 soldados contra um número incalculável de oponentes. Atingiu mais do que o almejado: seu Leônidas nos faz crer que conduziria 30 ou até mesmo 3 guerreiros em um combate sem esperanças e sairia vitorioso. Magnífico. E Rodrigo Santoro? Com uma caracterização que o torna irreconhecível, resultado de 5 horas de maquiagem antes do início de cada filmagem; de um efeito especial que o fazia ter mais de 2 metros e meio de altura; e (ufa!) de um trabalho de modulação de voz (aliado à um tratamento digital) para torná-la mais grave e profunda, o ator deveria ser aplaudido pelas platéias brasileiras assim que entrasse em cena. Porque? Porque, antes de tudo, Santoro merece todas as congratulações por conseguir adentar no difícil mercado norte-americano e por participar, com destaque, de uma produção desse porte - ao invés de fazer pontas em insossas produções independentes. Mas o que acontecia? O público nacional, com seu incurável complexo de vira-latas, soltava gracejos e comentários jocosos ("Doutor, mas isso é uma bichona", e por aí vai) devido ao visual "andrógino" do personagem - visual esse, aliás, totalmente fiel ao das HQ's, e importantíssimo para externar o exato contraponto entre os dois reis: enquanto Leônidas primava pela simplicidade e lutava ao lado de seus súditos como um igual entre seus iguais, o pomposo Xerxes, coberto de ouro dos pés à cabeça, refugiava-se em sua autoploclamada "divindade". Mas porque o espectador tupiniquim se preocuparia em notar isso, se é mais fácil zombar? A ignorância, ao que parece, é um mal sem cura por estas paragens. Além do elenco, deve ser destacado o belíssimo visual da película. Snyder conseguiu reproduzir de maneira soberba o clima dos desenhos de Miller e da colorização de Lynn Varley. Algumas cenas, inclusive, são transposições absolutamente fiéis das imagens retratadas nos quadrinhos, de forma tão brilhante quanto em 'Sin City' (do mesmo Frank Miller), mas muito mais "natural". Mesmo nos momentos mais truculentos, graças à um perfeito uso da câmera lenta, a beleza contemplativa não se perde. E, finalizando, o grande trunfo de '300' é, sem dúvida, seu roteiro. Mesmo que nós vejamos a Batalha das Termópilas pelo olhar espartano, curiosamente é impossível não se identificar com este povo de uma época e de costumes tão distintos dos nossos. Da platéia, lutamos e vibramos com eles, mesmo nas situações aparentemente mais brutais ou incríveis. Snyder também havia declarado que a meta principal de '300' era uma só: ser uma claudicante diversão, embora fugindo da descerebrada fórmula adotada pela maioria dos "filmes pipoca". "O grande segredo é: o filme deveria divertir, mas ainda sim ser tomado à sério. O espectador tem que se envolver e se divertir com as situações apresentadas, mas de modo algum rir delas", disse. Conseguiu seu intento. Criou um épico absolutamente original, cuja violência explícita apresentada não tira a poesia do relato - ao contrário, a reforça. Parece paradoxo? Loucura? Não. ISTO É ESPARTA!
.: Atualização de JANEIRO/FEVEREIRO 2007 :.
>> UM PEQUENO ESCLARECIMENTO AOS AMIGOS LEITORES... Após algumas idas e vindas, eis a nova (e tão aguardada) atualização do Blog FANTASMA NEWS. Antes de tudo, gostaríamos de prestar alguns esclarecimentos ao nosso caro amigo leitor, a título de satisfação: 1º- Estamos postando as notícias referentes aos meses de janeiro e fevereiro somente em março devido ao fato de sermos, também, vítimas da "distribuição setorizada". Achamos por bem aguardar ter em mãos as novas edições de 'O Fantasma' (no caso, 'O Fantasma Especial' e a edição #2 da série mensal, ambas gentilmente cedidas pelo editor Franco de Rosa, além do Nº 1, adquirido em banca em 16/3), para redigir uma resenha para cada gibi, e, aí sim, publicarmos uma atualização relevante para nosso exigente público internauta. 2º- A posição do Blog FANTASMA NEWS é de total apoio às novas publicações da Mythos Editora. O motivo por trás dessa decisão os internautas já sabem: estamos há quase 3 anos (!) pedindo, exigindo, reclamando, praticamente "suplicando" o retorno do Espírito-Que-Anda às bancas em uma publicação regular e de preço acessível ao grande público. Então, agora que nossos desejos foram atendidos, nosso objetivo é divulgar a todos os leitores de quadrinhos - fãs do Fantasma ou não - estes novos gibis, para que eles tenham vida (bem) longa... E toda uma nova geração possa conhecer o nosso herói e seu maravilhoso universo. 3º- Em nossas análises, devido ao padrão gráfico utilizado em 'O Fantasma Especial' e 'O Fantasma' mensal, usamos como parâmetro de comparação as revistas 'Conan - O Bárbaro' e a linha 'Bonelli Comics' ('Tex', 'Zagor', 'Aventuras de uma Criminóloga', etc.), pois tanto em termos de formato quanto de público-alvo são os que mais assemelham às novas publicações do Espírito-Que-Anda - além do que, são publicados pela mesma casa. Dito isso, só nos resta desejar uma ótima leitura... E até o mês que vem!
>> ANALISAMOS A NOVA FASE DO FANTASMA NA MYTHOS EDITORA Finalmente, fãs do Fantasma de TODO o Brasil começam a experimentar a nova fase do Espírito-Que-Anda em sua nova casa, a Mythos Editora. Primeiro, os leitores das capitais de SP e RJ - privilegiados pelo tão criticado sistema de "distribuição setorizada" - após curtirem os dois primeiros números de 'O Fantasma' mensal, recebem o aguardado gibi 'O Fantasma Especial' (em formato magazine e com histórias inéditas de autoria de Tony De Paul, George Olesen e o novo artista de 'The Phantom', o elogiado Paul Ryan - ex-artista de 'Quarteto Fantástico' e 'Superman', dentre outros). Por outro lado, os fãs das cidades do interior de SP e RJ e de todas as outras regiões do país enfim poderão curtir 'O Fantasma' mensal, com aventuras no traço de Graham Nolan e do mesmo Paul Ryan. Abaixo, os amigos internautas poderão ler uma análise destes gibis tão cercados de expectativa pelos Fantasmaníacos de todo o Brasil.
-> 'O Fantasma Especial' #1 Formato magazine (20,5 x 27,5 cm) / Capa em cores em papel LWC / 68 Páginas em P&B em papel 'Pisa Brite'/ R$ 7,40 - Histórias: 1) 'O Submarino Alemão' (Título original em inglês: 'The U-Boat Mistery') Roteiro: Tony De Paul; Desenhos: George Olesen & Keith Williams (até a 24º tira) / Paul Ryan (da 25º tira em diante) Publicado originalmente nos jornais norte-americanos em tiras diárias, de 3/1 até 14/5/2005 2) 'Retorno ao Éden' (Título original em inglês: 'The Secret Temple on Eden') Roteiro: Tony De Paul; Desenhos: Paul Ryan Publicado originalmente nos jornais norte-americanos em tiras diárias, de 16/5 até 17/9/2005 A edição também conta com um texto introdutório na contracapa, e um artigo de 4 páginas ao fim da revista. (Nota: por motivos não explicados, a Mythos Editora excluiu desta edição a prometida história 'A Diabólica Rainha Samaris XII', de Lee Falk & Bill Lignante. Por isso, ao invés de 100 páginas ao valor de R$ 9,90, este gibi contém 68 páginas ao preço de R$ 7,40) Antes de tudo, eu tenho de reconhecer: esta edição especial do Espírito-Que-Anda é, graficamente falando, um baita gibizaço bacana. A belíssima capa (cujo nome do autor não foi divulgado pela editora), somado ao tamanho grande da revista, passam uma ótima primeira impressão e já dá ao leitor que visita a banca a vontade de, ao menos, folheá-la. A Mythos, aproveitando a boa largura que o formato magazine proporciona, preferiu manter as tiras em sua condição original, sem cortes ou remontagens, publicando sempre 4 "strips" por página; uma boa iniciativa, sem dúvida (embora os desenhos careçam de uma melhor definição - mas nada que atrapalhe o prazer da leitura). A tradução está bem feita; quanto à diagramação, as letras tem um tamanho legível e adequado, mas em certos momentos é quebrada a boa e velha regra de se utilizar letras "comuns" para os balões e em "itálico" para as legendas e recordatórios. Pode parecer bobagem, mas faz toda a diferença do mundo na leitura e interpretação do texto. O que não falta, porém, é aquela (sempre presente) meia dúzia de erros de pontuação e colocação de vírgula, o que castiga a língua portuguesa e irrita o leitor mais exigente. Mas falaremos mais disso na análise de 'O Fantasma' #2. As histórias são muito boas. Tony De Paul, inovando ao criar uma trama em duas partes, escreve, sem dúvida, sua melhor aventura com o Fantasma até então. Em 'O Submarino Alemão', o Espírito-Que-Anda é obrigado a enfrentar um grupo de aventureiros, liderados pela impetuosa Nina (fazendo jus à fama da série de possuir uma extensa galeria de mulheres fatais e/ou de temperamento forte), cuja missão é encontrar um valioso pergaminho perdido dentro de um esquecido submarino Nazista - bombardeado pelas Forças Aliadas nos dias finais da Segunda Guerra Mundial - que afundou próximo à Ilha de Éden. Em 'Retorno ao Éden', o Fantasma irá investigar o que cerca o misterioso - e aterrorizante - conteúdo do pergaminho, em uma jornada que o levará a um templo egípcio (!) localizado no subterrâneo das montanhas da (aparentemente) intocada ilha paradisíaca protegida pelo Vingador da Selva. A trama é bem construída, com bons diálogos e suspense crescente, devido aos vários mistérios e resoluções se alternando; traz boas revelações, e insere novos elementos na extensa mitologia do Fantasma; e, ao final, além de deixar um "gosto de quero mais" na boca do leitor, ainda planta sementes para novos desdobramentos e aventuras. O roteiro é bastante valorizado pelos belos e detalhados (e ao mesmo tempo "limpos") desenhos de Paul Ryan, que, se não é um artista genial, é bastante talentoso e competente - imprimindo seu estilo pessoal à tira de forma bastante natural. Notem a forma moderna como ele retrata o Fantasma em seus trajes de "Sr. Walker" nas páginas finais: o personagem usa o costumeiro e sempre elegante chapéu, mas veste uma jaqueta de couro ao invés do pesado sobretudo - um traje mais leve (ou menos pesado) para uma "pessoa comum" em plena selva africana. Além disso, Ryan dá um toque todo especial ao elenco coadjuvante (Guran, Capeto), à tribo dos pigmeus, à Caverna da Caveira, etc. Fica a torcida para que ele permaneça um bom tempo nas tiras diárias do Espírito-Que-Anda. CONCLUSÃO: 'O Fantasma Especial', embora tenha sido lançado com um bom atraso (estava inicialmente programado para chegar às bancas em dezembro de 2006, em tempo de celebrar o septuagenário do herói), é um gibi excelente - ideal tanto para antigos fãs ávidos por uma boa história inédita do Espírito-Que-Anda, quanto para leitores novos que, atraídos pelo belo visual do gibi, se interessem em travar contato com este personagem "desconhecido" para eles. O preço (R$ 7,40) pode ser considerado elevado para um gibi em P&B de 68 páginas - mesmo que seja em um formato maior do que o "americano" (os gibis mensais Marvel/DC da Panini, por exemplo, possuem 100 páginas em cores e custam R$ 6,90). Mas, considerando que as histórias contidas neste especial são muito melhores do que muita coisa que as gigantes editoras americanas tem publicado nos últimos tempos, 'O Fantasma Especial' vale cada centavo nele investido. P.S.: EXCELENTE a idéia de colorir o uniforme do Fantasma de vermelho na capa e contracapa do gibi. Tradição não é algo que deve ser desprezado tão facilmente, como desejam os "modistas". E, para um herói como o Espírito-Que-Anda, tradição É TUDO. ....................
-> 'O Fantasma' (Mensal) #1 Formatinho (13,5 x 17,5) / Capa em cores em papel LWC 84 Páginas em P&B em papel 'Pisa Brite' / R$ 5,99 - Histórias: 1) 'Os Aprendizes do Crime' (Título original em inglês: 'The Crime Apprentices') Roteiro: Tony De Paul; Desenhos: Paul Ryan Publicado originalmente nos jornais norte-americanos em tiras diárias, de 19/9/2005 até 14/1/2006 2) 'A Ilha da Deusa-Serpente' (Título original em inglês: 'The Snake Goddess's Island') Roteiro: Claes Reimerthi; Desenhos: Graham Nolan Publicado originalmente nos jornais norte-americanos em pranchas dominicais, de 6/10/2002 até 30/3/2003 A edição também conta com um texto introdutório na página 3, e um artigo de 2 páginas ao fim da revista. A nova coleção mensal do Espírito-Que-Anda possui formato e acabamento simples, porém caprichados. Papel LWC na capa, lombada quadrada ao estilo 'Tex' (tendo, impressa, o logotipo diminuto da revista, o nome da aventura publicada e também o da Mythos Editora), e as páginas de apresentação das histórias são simples, elegantes e com dados importantes para os colecionadores, tais como nome original e data da publicação nos periódicos norte-americanos. Outra boa coisa é a Mythos trazer em seu expediente o mês de publicação da revista e o nome do autor da capa. No caso deste Nº 1, a dupla Arthur Garcia e Doniseti Amorin - que, desculpem a franqueza, fazem um trabalho bem mediano e nada impactante. A anatomia do personagem está OK, as cores estão bonitas, mas a ilustração, em si, é uma das mais sem-graça que eu já vi em um gibi do Espírito-Que-Anda. Porque raios o herói está pilotando uma moto, se ele não faz isso nem costumeiramente, e nem nas histórias contidas na edição? E onde estão os anéis do Espírito-Que-Anda? Por aí se nota a falta de informação dos artistas sobre o personagem, além da falta de inspiração para produzir algo mais emblemático e chamativo. Trata-se da capa de um Nº 1, afinal de contas! No tocante à tradução, tudo certo; já a diagramação está quase OK, devido ao mesmo motivo que relatei na análise acima, e que aprofundarei, como prometido, na resenha da edição #2: "a (sempre presente) meia dúzia de erros de pontuação". A adaptação das tiras diárias e das pranchas dominicais para o formato gibi está ótima. Nada a ser criticado. As histórias fluem bem, sem nenhum tropeço, sem qualquer corte drástico ou "retoque" mal-feito. Nota 10! Apenas ressalvo o que notei em 'O Fantasma Especial': os desenhos de Paul Ryan carecem de uma definição melhor, pois parecem um pouquinho "borrados". Mas nada de mais. Quanto às histórias... 'Os Aprendizes do Crime', apesar de ser cronologicamente posterior às aventuras publicadas em 'O Fantasma Especial', é ideal para inaugurar um novo gibi do Espírito-Que-Anda. Tudo o que resume a mitologia do herói está lá: sua aura sobrenatural e misteriosa; o medo que instiga nos criminosos; seus métodos de ação, sempre furtivos; e um certo bom humor do Sr. Walker, que nos passa a impressão de que, mesmo cumprindo a mais perigosas missões, no fundo, no fundo, está se divertindo. Além do que, o Presidente Lamanda Luaga, velho amigo do Vingador da Selva, indiretamente faz as honras de mestre de cerimônias, e apresenta ao leitor que ainda não conhece o personagem a origem da Dinastia dos Fantasmas, ocorrida há quase 500 anos. A trama é a seguinte: dois adolescentes, filhos de um notório ladrão de jóias, pretendem libertar o pai (agora um criminoso sinceramente arrependido) da prisão de Bomsbay, a mais segura de Bangala. Acontece que o criminoso em questão foi preso pelo Fantasma e, preocupado com a segurança dos filhos, recorre indiretamente (por intermédio do Presidente Luaga, em visita ao presídio) ao Espírito-Que-Anda para que ele impeça os garotos de resgatá-lo - pois, para isso, os moleques terão de roubar os perigosos integrantes da quadrilha da qual seu pai fazia parte... E a tal quadrilha planeja executar um ousado assalto, o que, sem dúvida, colocaria as vidas dos garotos em risco. A aventura, além de movimentada e divertida, é mais intrincada do que parece. Existe um "jogo de gato e rato" entre as partes envolvidas (o Fantasma, os jovens e a quadrilha), além de um duelo de conhecimento e intelecto: cada qual age às costas de seu alvo, e o elemento surpresa é um fator essencial para o êxito da missão almejada. Claro que, no final, a vitória é do Espírito-Que-Anda - ou melhor, da justiça que o herói defende. Sem querer estragar a surpresa com maiores detalhes, mas o desfecho é totalmente adequado e satisfatório. Ponto para o roteirista Tony De Paul, que faz jus à memória do Mestre Lee Falk com um roteiro muito bem construído. Em 'A Ilha da Deusa Serpente', temos uma aventura mais simples, mas igualmente divertida. A trama pende para o lado mais sobrenatural do universo do Espírito-Que-Anda, ao tratar de um dos inúmeros tabus presentes entre os povos da selva. O que para os "civilizados" é superstição, para os "selvagens" é verdade concreta. O destino cruza uma gangue de criminosos em fuga em um barco com o Fantasma e alguns nativos da tribo Mori. Uma imprevista tempestade em alto-mar os lança em uma ilha evitada por todos. Lá, os dois grupos se verão em situações que não se sabe se são frutos de delírio, ou forças sobrenaturais em ação. Um bom enredo - nada genial, mas intrigante e movimentado. CONCLUSÃO: O primeiro número desta nova série mensal do Fantasma, se não é perfeito, é extremamente promissor - com boa qualidade gráfica e trazendo histórias de bom nível. Falta apenas corrigir os vacilos na diagramação; apresentar um capista mais inspirado; e, posteriormente, tirar a publicação do sistema de "distribuição setorizada". E, quem sabe, quem sabe, começar a publicar as histórias produzidas pela Egmont. Mas só a chance de termos um novo gibi do Fantasma nas bancas todo o mês já é uma maravilha. E só podemos agradecer à Mythos Editora e ao editor Franco de Rosa pela (necessária) iniciativa. ....................
-> 'O Fantasma' (Mensal) #2 Formatinho (13,5 x 17,5) / Capa em cores em papel LWC 84 Páginas em P&B em papel 'Pisa Brite' / R$ 5,99 - História: 'O Rapto de Diana' (Título original em inglês: 'Prince Hali and the White Stallion') Roteiro: Lee Falk; Desenhos: Sy Barry Publicado originalmente nos jornais norte-americanos em tiras diárias, de 2/8/1965 até 1/1/1966 Apesar do formato pequeno, o visual de 'O Fantasma' #2 é muito bonito à primeira vista, pela capa belamente desenhada em parceria por Franco de Rosa e Mozart Couto. Mas, internamente, a edição não chega a merecer um "10" na parte gráfica. E explicaremos o motivo. (Vale frisar que as críticas abaixo tem apenas e tão somente a intenção de ser construtivas, de forma a contribuir com o aperfeiçoamento dos futuros gibis deste personagem tão querido para nós). Primeiro, a diagramação. Apesar do tamanho do gibi ser menos da metade do formato de 'O Fantasma Especial', as letras são inconvenientemente maiores. Somando a isso os balões desajeitadamente desenhados à mão e, em certos momentos, mal colocados - em algumas vezes, o balão aponta para o personagem errado, como no 4º quadro da página 73 - o texto, ao invés de se integrar ao visual de cada página, parece brigar com o desenho para ocupar o maior espaço possível em cada quadrinho. Fica a pergunta: por que não deixar o computador, além das letras, cuidar também dos balõezinhos de diálogo, como parece ser feito na revista 'Tex'? E lembram do que eu disse acima? Que é mais adequado utilizar "letras comuns para os balões, e em 'itálico' para as legendas e recordatórios. Pode parecer bobagem, mas faz toda a diferença do mundo na leitura e interpretação do texto"? Pois é. Infelizmente, essa regra é quebrada o tempo todo. As legendas e recordatórios alternam-se em tipo "comum" e "itálico" o tempo todo, sem nenhum padrão definido. E isso não é o pior: contei exatos 21 erros de pontuação e na colocação de vírgula ao longo de toda a história. Some-se a isso a palavra "terra" redigida com três "erres" (na página 36), e totalizamos 22 erros de digitação em 78 páginas de quadrinhos. Tais equívocos, em um gibi produzido por uma editora que prima pela qualidade, como a Mythos, é duro de engolir. Uma revisão final mais rigorosa das edições se faz necessária no futuro. Outro problema é a adaptação das tiras para o gibi. Como todos sabem, para fazer uma história produzida em tiras se "encaixar" no formato das páginas de uma revista, é necessário, muitas vezes, fazer modificações (cortes ou complementos - neste último caso, "esticar" um quadrinho, originalmente menor, complementando a paisagem ou acrescendo outros desenhos ao fundo). Infelizmente, a adaptação desta edição não é adequada. Em certos trechos, os traços dos desenhos ficam muito carregados; em outros, muito esmaecidos; e alguns quadrinhos são "complementados" sem necessidade (e de forma grosseira, ficando nítida a "colagem"), quando bastava, apenas, ampliar um pouco a imagem. Nesses casos, os personagens ficam muito pequenos, tornando difícil a visualização - e, por conseqüência, afetando e desvalorizando o trabalho de Sy Barry. Felizmente, os defeitos da parte gráfica não afetam muito a qualidade da história. 'O Rapto de Diana' é mais uma aventura absolutamente tradicional do Fantasma. Sem frescuras, sem enrolações, diálogos curtos, ação bem dosada, momentos divertidos, os belos desenhos de Sy Barry valorizados pela ausência de cores... A trama é simples: o fútil e caprichoso Príncipe Hali (ah, e rico: tem doze esposas - e um castelo para cada uma delas!), cuja maior paixão é o seu fabuloso haras, fica obcecado pelo magnífico cavalo branco do Fantasma, Herói - e não mede esforços para obter o que deseja, chegando ao cúmulo de (inadvertidamente, acreditem) seqüestrar a então namorada do Espírito-Que-Anda! É claro que o Sr. Walker resolve ir tomar satisfações com o abusado monarca - e o castigo que o príncipe leva (literalmente) das mãos do nosso herói é absolutamente impiedoso, e ao mesmo tempo hilariante. CONCLUSÃO: Sim, vale a pena comprar o gibi - apesar dos equívocos gráficos acima citados, que podem (e devem!) ser evitados e corrigidos já para a próxima edição. Pois 'O Rapto de Diana', mesmo tendo sido produzida há quase 40 anos, tem tudo o que precisamos nas HQ's de hoje em dia: aventuras simples, sem complicações desnecessárias e sem implicações chatíssimas com o "Monstro da Cronologia". Só ação, diversão, e o bem triunfando no final. Quer coisa melhor?
>> PARA ACOMPANHAR: 'RECRUTA ZERO' E 'HAGAR, O HORRÍVEL' Junto com o Fantasma, a Mythos Editora também trouxe de volta às bancas outros dois popularíssimos personagens da King Features: Recruta Zero e Hagar. As revistas, mensais, também são em "formatinho", com 36 páginas em cores, ao aprazível preço de R$ 2,99 (falando francamente: três mangos). Vale a pena adquirir as duas publicações, e desfrutar de bons momentos de um humor criativo (e em alguns momentos ácido) em suas deliciosas paródias e situações. A parte gráfica está muito boa, com apenas duas ressalvas: 1) Falta a Mythos publicar os créditos das histórias (não é possível identificar se são feitas para os jornais ou para o formato "comics", e se foram feitas no Brasil ou nos Estados Unidos - o que não é o caso das tiras, claramente identificáveis); 2) E, pelo amor de Deus, a editora deve resolver já os usuais problemas de diagramação. Em todo gibi é possível identificar aquela sempre presente "meia dúzia de erros de digitação". Chega a ser cansativo. Mas, no geral, são gibis altamente recomendáveis. E fica a torcida para que ambos tenham vida longa - especialmente o Recruta Zero, de enorme sucesso editorial no Brasil até o fim dos anos 1980.
>> SITE 'VIVA SP' ENTREVISTA DÉDY EDSON, O "DR. FANTASMA" Para o fã brasileiro do Fantasma, o nome de Dédy Edson é, sem exagero, tão conhecido quanto o do criador do personagem, Lee Falk. Isso se deve ao fato do sr. Edson ser, provavelmente, o maior colecionador do Espírito-Que-Anda na América Latina, e, sem dúvida, um dos maiores do mundo. Seu conhecimento enciclopédico sobre o lendário personagem o tornaram a escolha natural para ser um "consultor" dos gibis do Vingador da Selva lançados pelas editoras Nova Sampa, Saber, Opera Graphica e, mais recentemente, Mythos. No ano passado, o site 'Viva SP' publicou um interessante artigo sobre Dédy, enfocando tanto o seu lado colecionador (bastante conhecido por nós) quanto o seu lado pessoal e familiar, ao qual poucos tem acesso. Reproduzimos, abaixo, o texto: -> Lendas urbanas - a cidade e seus personagens: "O Doutor Fantasma" 1/6/2006 / 08:06:36 - Por Marciano Vasques "Estamos em seu carro. Ele falando em francês, passa para o espanhol, vai ao italiano e encerra em inglês. Uma pronúncia exemplar, cristalina. Depois retorna ao português. É Dédy Edson. O sobrenome vem de Granada, Espanha. Dédy é o pai, forma carinhosa em inglês, Daddy, que o senhor Edson transformou em Dédy, a sua marca. Quando envia uma correspondência, costuma encerrá-la assim: 'Que a boa marca esteja contigo'. É a marca do Fantasma, referência por ele incorporada. Conhecido como o Doutor Fantasma, o morador do Tatuapé, com 67 anos de idade, muitas histórias para contar tem. Nosso encontro finalmente se concretizou. O assunto, o Fantasma, mas o fã número 1 do herói dos quadrinhos tem tanta coisa pra mostrar e falar que a entrevista se transformou numa rica e agradável conversa. Começou a ler e escrever com 9 anos. Catava lata e ferro velho na rua e com o dinheiro comprava gibi. Isso no final da década de 40. Gostava de todos os heróis, mas começou a sentir uma inclinação pela maneira e o mistério do Fantasma e a reparar que o herói era diferente. -Ele protege os mananciais de água, a floresta, os animais. Sua mensagem é clara: um defensor da natureza, um herói da ecologia, muito antes do assunto virar moda - diz empolgado. Em 1948 comprou a edição de 16 de abril, a de numero 1407, do GIBI, na qual foi publicada a aventura 'O Deus Dragão', a luta do Fantasma contra o nazismo. O herói sempre apareceu vivenciando os conflitos do seu tempo, se envolvendo em lutas contra a representação do mal. Provoco-o perguntando o que pensa sobre as críticas de estudiosos que apontam o Fantasma como colonialista. Ele discorda e ponto final. Diz que o Fantasma é paternal. Coloca animais selvagens e mansos na ilha do Éden, ensinando-os a viver em Paz. É personagem pacífico, nunca matou. Agregado aos valores humanos de amor e respeito à natureza e aos fracos e oprimidos, é o herói profundamente ético. Sua ética impera na selva através da marca do bem. O Fantasma é uma alegoria à humanidade. A alegoria da ilha do Éden, por exemplo, é a alegoria do amor pela humanidade. Palavras de Dédy Edson. A clássica história do Pretinho (um filhote macaco salvo pelo Fantasma) é um exemplo da sua ética. O herói dá mamadeira e cuida do pobre animal. Pretinho cresce e vira o Velho Careca. Após um maldoso incêndio, se torna agressivo e desembesta na selva matando e destruindo tudo. No seu reencontro com o Fantasma, ele se lembra da mamadeira e reconhece o velho amigo, tudo fica fácil. A fera assustada segura a corda que o herói oferece e é transportado para a Ilha do Éden, onde passa a viver em harmonia com os outros animais. Na lendária ilha o Fantasma deixa a sua marca. Ninguém se atreve a penetrar em tal território. Os olhos de Dédy Edson brilham quando fala essas coisas. Ele mostra a coleção completa que iniciou em 1953. Tem tudo que se publicou no Brasil. Raridades, um tesouro. Assim que a editora SABER começou a republicar as histórias, ele começou a comprar fora do Brasil para manter a cronologia do Lee Falk - 'Tudo que ele escreveu eu tenho. Espanha, Austrália etc.'. Dédy Edson é mais que um colecionador do fenômeno dos quadrinhos. Estudou idiomas, mitologia, e diz: -Lee Falk sempre usou do expediente de recorrer à própria História e a Mitologia, para escrever as aventuras do herói, que começaram em 1536. Ao lado do Fantasma já apareceu, por exemplo, o Shakespeare. Com o passar do tempo, Dédy se tornou seletivo, começou a perceber que havia outros apaixonados como ele, e começou a escrever até formar o Fan clube, (faz questão do FAN), para trocar informações. Em 1988 o seu trabalho começou a ser reconhecido.Tem uma bela catalogação, um sistema de arquivo excelente. No Brasil é o único. Com o passar dos anos, passou a ser colunista e pesquisador. Jornais e revistas passaram a publicar os seus textos. Em 1989, veio a primeira entrevista para a televisão. A TV Bandeirantes foi a pioneira na descoberta de Dédy Edson. Em 1996 veio a primeira exposição na Gibiteca Henfil (55 anos do Fantasma), depois, a segunda exposição (60 anos do Fantasma) e organizou a maior de todas, a exposição dos 65 anos do Fantasma no Espaço Cultural COMIX (Opera Graphica e Editora, que até recentemente publicou as aventuras do herói). 'Ele é um FANTASMA, mas curiosamente às vezes combate a superstição e os supersticiosos. Entretanto, enquanto se vale da própria lenda, enfrenta e vence os medrosos' (o homem que não morre às vezes se deixa matar para depois reaparecer. Ninguém pode ver o seu rosto, quem tirar a sua máscara, cai fulminado. Os piratas tremem). Ele é inteligente, diz Dédy, pois combate sem violência. Sobre o amor, o Fantasma é o homem fiel, de uma mulher só, e a sua Diana Palmer, também é mulher de um homem só. E há homens fiéis atualmente, garante Dédy. Ele mesmo conhece um homem que é casado há sessenta e cinco anos e até hoje, com a idade avançada, ama a sua mulher. Diz que o sujeito mora em São Paulo. O Fantasma veio para divulgar o amor. Hoje o mundo não combina muito com as características do herói: o casamento - diz - em muitos casos significa posse. Isso é prejudicial para o cérebro. Na exposição de 60 anos, a Rede Globo o chamou para uma entrevista com Lee Falk, ele foi e apareceu no horário Fantástico entrevistando o criador do personagem. Em 1996 foi visto em todos os canais de televisão. Isso o deixou orgulhoso e recompensado. Dédy é feliz com os dois filhos. Um é bombeiro, alpinista, sobrevivência na selva e cartógrafo e mais recentemente, também webdesign, aliás, o criador do site do FAN CLUBE DO FANTASMA. Está em diversas revistas e já viajou para diversos lugares. O outro é o famoso tatuador Polaco. Ele é sócio dos filhos, trabalham os três em família. O homem das cinco línguas fluentes é professor de dança de salão numa escola de Ballet e numa de música, além de dar aula em casa. Em suas palestras em escolas de desenho entusiasma os jovens. Fez Teatro de Revista, de 1975 a 1985, estudou teatro e cinema, fez filmes como Manelão, O Caçador de Orelhas, de Ozualdo Candeias, fez Os Reis do Ringue em 1978, foi empresário, esteve ao lado de Zé Bétio com Carlos Imperial, percorreu o país com o seu show, DÉDY EDSON E SUAS OVELHAS (as bailarinas e o pastor). Quando apresentava o show num cinema a multidão comparecia. Causava o maior alvoroço.Tinha um truque, sempre publicava a foto na qual apareciam pessoas da platéia, isso funcionava. Continua mostrando as fotos da sua vida de empresário, e lá está ele ao lado de seus artistas, o saudoso cantor Paulo Sérgio, ou então num time formado de cantores, ao lado de Wilson Simonal e de Jair Rodrigues. Assim era Dédy Edson, levava sempre em torno de 2000 pessoas em seus shows, ele, o sujeito que mais aparecia no Notícias Populares, citado freqüentemente no Mundo Cão, uma charge do jornal. Estava diariamente no jornal. Além da sua consagrada coluna no Jornal Rádio e TV. Mas hoje gosta mesmo é de falar do Fantasma. Seguindo à risca alguns preceitos do herói, cuida da alimentação e sabe levar a vida. Diz que quando gostamos de um herói queremos ser como ele, e o Fantasma, o símbolo do Greenpeace, é o herói mais virtuoso dos quadrinhos - diz, expandindo uma felicidade, como se estivesse na Ilha do Éden ou na Floresta Negra. Enquanto segura duas edições de L'UOMO MASCHERATO, recomeça a falar da mitologia do personagem, recorda algumas de suas histórias, como O Mercado De Escravos De Mucar e outras. Reafirma que Lee Falk retirou de diversas mitologias os ingredientes das aventuras do Espírito que anda e produziu mais de seiscentas aventuras. Entre as quais algumas raridades, - como Diana e os Ladrões de Banco, nunca publicada no Brasil. Fala das vilãs e cita histórias inesquecíveis, como O Círculo Dourado e O Bando do Céu. Terminamos nossa conversa com uma relação de histórias do Fantasma. Ele me mostra a sua sala do tesouro, onde guarda as preciosidades. Realmente, é o FAN número 1." www.fantasmafriends.cjb.net Rua José Tabacow, 276 -Tatuapé Cep: 03409-020 - São Paulo/SP Fone: Res. 293-9671 E-mail: dedyedson@ig.com.br >> P.S.: Para conferir o artigo original, basta clicar AQUI. (Link externo - o Blog FANTASMA NEWS não controla seu conteúdo)
>> QUANDO MÔNICA E CEBOLINHA ENCONTRARAM FANTASMA E MANDRAKE No final do ano passado, o site oficial da Turma da Mônica publicou esta interessante nota: "No dia 14 de novembro, o jornalista e pesquisador de histórias em quadrinhos Álvaro de Moya veio à sede dos Estúdios Mauricio de Sousa para entrevistar o pai da Turma da Mônica para o piloto de um interessante programa, da Rádio Cultura, sobre o som dos gibis. Terminado o descontraído bate-papo (os dois são velhos amigos), Moya tirou de uma pasta verdadeiras preciosidades: dois autógrafos que Mauricio deu a ele em 1972, num evento em Nova Iorque. O papel está até amarelado. No primeiro, a Mônica põe o Fantasma, o primeiro herói mascarado dos quadrinhos, a nocaute. O Espírito-que-anda não contava com essa! E no segundo, o Cebolinha, faz uma mágica (ou seria um plano infalível?) e deixa o ilusionista Mandrake sem roupa. Note que a Mônica e o Cebolinha ainda tinham os traços do rosto mais 'bicudos'. Não deu outra: tiramos uma cópia colorida para os arquivos do Estúdio. A brincadeira com esses grandes personagens dos quadrinhos (ambos estão entre os favoritos de Mauricio) ficou ainda mais divertida porque foi feita na presença do criador dos dois, o norte-americano Lee Falk, que morreu em 1999. Sem dúvida, um encontro de dois mestres dos quadrinhos mundiais, que teve uma saborosa lembrança resgatada." >> P.S.: Para conferir o artigo original, basta clicar AQUI. (Link externo - o Blog FANTASMA NEWS não controla seu conteúdo)
>> O FANTASMA, AUXILIANDO (DE VERDADE) AS CRIANÇAS AFRICANAS A edição #17 de 'The Phantom', da Moonstone Books, apresentará algumas novidades interessantes. A primeira é que o gibi trará duas capas variantes: a primeira, de autoria de Marat Michaels; a segunda, por Darryl Banks e Terry Austin, em uma aventura em 3 partes com roteiro de Mike Bullock e arte de Silvestre Szilagyi. Mas a notícia mais importante é a de que parte das vendas do gibi serão doadas à instituição "Invisible Children Foundation". Durante a guerra civil que perdura em Uganda, na África, há 20 anos, a facção "Lords Resistance Army -LRA" (algo como "Exército dos Senhores da Resistência"), rapta crianças para transformá-las em escravos ou em soldados, treinados para enfrentar sua própria gente. Em contrapartida, a entidade "Invisible Children" presta os mais destacados serviços voluntários de auxílio para essas crianças e suas famílias. Para saber mais sobre esta relevante instituição, acesse www.invisiblechildren.com Ou seja, o Fantasma, um notório defensor do solo africano na ficção dos quadrinhos, agora também cumpre a mesma tarefa na vida real. Que esse bom exemplo seja seguido por outras editoras e publicações. >> Para conferir as capas, basta clicar na imagem acima.
>> PREVIEW DE 11 PÁGINAS DE CARLOS MAGNO EM 'THE PHANTOM' Segundo a internacionalmente renomada "newsletter" 'Neorama dos Quadrinhos', de Marko Ajdaric, o site norte-americano 'CBR - Comic Books Resource' disponibilizou 11 páginas em cores - publicadas na edição #15 de 'The Phantom' (Moonstone Books) - com a arte do desenhista brasileiro Carlos Magno. >> P.S.: Para conferir, basta clicar AQUI. (Link externo - o Blog FANTASMA NEWS não controla seu conteúdo) >> Agradecimentos ao jornalista Marko Ajdaric, responsável pelo site 'Neorama' e pela newsletter 'Neorama dos Quadrinhos', pelas informações enviadas.
>> O "RELOAD" DO FANTASMA NA ESCANDINÁVIA Como é tradição todos anos, a editora européia Egmont "zerou" a numeração de suas publicações do Fantasma na Escandinávia ('Fantomen', na Suécia; 'Fantomet', na Noruega; e 'Mustanaamio' na Finlândia). Em 2007, mais uma vez a série norueguesa terá um número a menos em comparação com suas "co-irmãs" - e, ao menos neste começo de ano, embora o gibi 'Mustanaamio' se mantenha firme e forte, é impossível encontrar capas e dados sobre a edição finlandesa na Internet. Confira, abaixo, as capas e fichas técnicas deste lançamento em toda Escandinávia:
>> 'Fantomen' #1/2007 - Lançamento: 28/12/2006 - História (Título em Sueco): 'Törst' Time criativo: Argumento, Hans Lindahl & David Bishop; Arte, César Spadari - História extra: 'Mannen Från Havet, Del 3' (Originalmente publicada nos jornais norte-americanos) Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry - Outros personagens publicados nesta mesma edição: 'Johnny Hazard', de Frank Robbins; 'Spirou', de Franquin; 'Herman, O Selvagem', de Jonas Darnell Capa: Rolf Gohs - 72 Páginas Coloridas >> 'Fantomet' #26/2006 - Lançamento: 25/12/2006 - História (Título em Norueguês): 'Torst' (Na Noruega é publicado, por ano, um título a menos do Fantasma em relação à Suécia e Finlândia) >> 'Mustanaamio' #1/2007 - Lançamento: 20/12/2006 (A capa e os dados da edição finlandesa não estão disponíveis) ....................
>> 'Fantomen' #2/2007 - Lançamento: 11/1/2007 - História (Título em Sueco): 'Djungelns Son' Time criativo: Argumento, Tony De Paul; Arte, Kari Leppänen - Outros personagens publicados nesta mesma edição: 'Johnny Hazard', de Frank Robbins; 'Spirou', de Franquin; 'Herman, O Selvagem', de Jonas Darnell Capa: Hans Lindahl - 104 Páginas Coloridas >> 'Fantomet' #1/2007 - Lançamento: 8/1/2007 - História (Título em Norueguês): 'Jungelens Sonn' >> 'Mustanaamio' #2/2007 - Lançamento: 3/1/2007 (A capa e os dados da edição finlandesa não estão disponíveis)
>> ESCANDINÁVIA: AS EDIÇÕES DE FEVEREIRO DA EGMONT Das 3 edições lançadas em fevereiro pela Egmont, 2 trazem republicações. Em 'Fantomen' #3/2007, temos um clássico da dupla Falk/Barry, publicado pela primeira vez há quase duas década e meia; e, na edição #5/2007, a aventura estrelada pelo Fantasma e a Patrulha da Selva é uma reimpressão de 1994. Confira, abaixo, as capas e fichas técnicas deste lançamento em toda Escandinávia:
>> 'Fantomen' #3/2007 - Lançamento: 25/1/2007 - História (Título em Sueco): 'Terrorligan' Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry (Originalmente publicada nos jornais norte-americanos em 1984) - História extra: 'Plundrarna Vid Keela-Wee, Del 1' (Originalmente publicada nos jornais norte-americanos em 1975) Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry - Outros personagens publicados nesta mesma edição: 'Johnny Hazard', de Frank Robbins; 'Herman, O Selvagem', de Jonas Darnell Capa: Rolf Gohs - 72 Páginas Coloridas >> 'Fantomet' #2/2007 - Lançamento: 22/1/2007 - História (Título em Norueguês): 'Terrorligaen' (Na Noruega é publicado, por ano, um título a menos do Fantasma em relação à Suécia e Finlândia) >> 'Mustanaamio' #3/2007 - Lançamento: 17/1/2007 (A capa e os dados da edição finlandesa não estão disponíveis) ....................
>> 'Fantomen' #4/2007 - Lançamento: 8/2/2007 - História (Título em Sueco): 'Befälhavarens Aterkomst, Del 1' Time criativo: Argumento, Claes Reimerthi; Arte, Joan Boix - História extra: 'Plundrarna Vid Keela-Wee, Del 2' Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry (Originalmente publicada nos jornais norte-americanos em 1975) - Outros personagens publicados nesta mesma edição: 'Jerome K. Bloche'; 'Herman, O Selvagem', de Jonas Darnell Capa: Rolf Gohs - 72 Páginas Coloridas >> 'Fantomet' #3/2007 - Lançamento: 5/2/2007 - História (Título em Norueguês): 'Kommandanten Vender Tilbake, Del 1' >> 'Mustanaamio' #4/2007 - Lançamento: 2/2/2007 (A capa e os dados da edição finlandesa não estão disponíveis) ....................
>> 'Fantomen' #5/2007 - Lançamento: 0/0/2007 - História (Título em Sueco): 'Djungelpatrullen Klart Slut' Time criativo: Argumento, Kari Leppänen; Arte, Donne Avenell - História extra: 'Plundrarna Vid Keela-Wee, Del 3' (Originalmente publicada nos jornais norte-americanos em 1975) Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry - Outros personagens publicados nesta mesma edição: 'Jerome K. Bloche'; 'Herman, O Selvagem', de Jonas Darnell Capa: Rolf Gohs - 72 Páginas Coloridas >> 'Fantomet' #4/2007 - Lançamento: 19/2/2007 - História (Título em Norueguês): 'Kommandantens Dod' >> 'Mustanaamio' #5/2007 - Lançamento: 14/2/2007 (A capa e os dados da edição finlandesa não estão disponíveis)
>> AS CRÔNICAS DO ESPÍRITO-QUE-ANDA, EM UM GIBI NORUEGUÊS O site oficial da publicação norueguesa do Espírito-Que-Anda, o 'Fantomet.No', divulgou as capas dos dois primeiros números (de 2007) da já tradicional publicação 'Fantomet Kronike' - ou, simplesmente, 'Crônicas do Fantasma'. O gibi contém exclusivamente histórias já publicadas, produzidas pelo "Team Fantomen" e referentes aos antepassados do atual Vingador da Selva. Algumas dessas aventuras, inclusive, foram publicadas no Brasil nos anos 1980, nos bons tempos da RGE (atual editora Globo). A periodicidade de 'Fantomet Kronike' é mensal. >> Para conferir as capas, basta clicar na imagem acima.
>> AUSTRÁLIA: UM "PAPAI NOEL" SOMBRIO E UM ANUAL DE DAR INVEJA A editora australiana Frew programou a aventura 'Murder In The Eyes' para janeiro, apesar de sua temática "natalina", porque, segundo os próprios editores, não seria adequado publicar uma história com um "Papai Noel" psicótico no Almanaque de Natal lançado em dezembro. Também neste início de ano, os fãs do Fantasma na Austrália foram agraciados com o tradicional 'Annual Special' - um gibizão com nada menos do que 276 páginas e 9 histórias - levando ainda, de brinde, uma réplica de 'The Phantom' #16, originalmente publicado há quase 60 anos. Confira, abaixo, as capas e fichas técnicas destas novas edições:
>> 'The Phantom'/Frew #1466 - Lançamento: 5/1/2007 História (título em inglês): 'Murder In The Eyes' (Em português, 'Olhar de Assassino') Originalmente publicado em 'Fantomen' #25/1994 Time criativo: Argumento, Tony De Paul; Arte, Kari Leppänen Capa: Antonio Lemos - 36 Páginas em P&B .................... >> 'The Phantom'/Frew #1467 ('2007 Annual Special') - Lançamento: 12/1/2006 1) História (título em inglês): 'The Astronaut and the Pirates' (Em português, 'O Astronauta e os Piratas') Originalmente publicado em pranchas dominicais, de 4/11/1962 até 12/5/1963 Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry 2) História (título em inglês): 'The Phantom's Vacation' (Em português, 'As Férias do Fantasma') Originalmente publicada em tiras diárias, de 6/7 até 12/9/1981 Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry 3) História (título em inglês): 'Phantom Head Peak' (Em português, 'O Pico da Cabeça-do-Fantasma') Originalmente publicado em pranchas dominicais, de 12/1 até 27/4/1986 Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry 4) História (título em inglês): 'Exodus of the Little People' (Em português, 'O Êxodo do Povo Pequeno') Originalmente publicado em pranchas dominicais, de 24/8/1988 até 26/2/1989 Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry 5) História (título em inglês): 'Attack of the Witchmen' (Em português, 'O Ataque dos Feiticeiros') Originalmente publicada em tiras diárias, de 18/6/1990 até 13/10/1990 Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry 6) História (título em inglês): 'The Valley of the Elephants' (Em português, 'O Vale dos Elefantes') Originalmente publicada em tiras diárias, de 15/10/1990 até 2/2/1991 Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry 7) História (título em inglês): 'Return of the Thuggees' (Em português, 'O Retorno dos Assassinos') Originalmente publicado em pranchas dominicais, de 20/5/1990 até 11/8/1991 Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Sy Barry 8) História (título em inglês): 'The Blue Gang' (Em português, 'A Gangue Azul') Originalmente publicada em tiras diárias, de 26/3/1945 até 26/5/1945 Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Wilson McCoy 9) História (título em inglês): 'Mystery of Fire Head Peak' (Em português, 'O Mistério do Pico da Cabeça-do-Fantasma') Originalmente publicado em pranchas dominicais, de 2/4 até 24/9/2006 Time criativo: Argumento, Tony De Paul; Arte, Graham Nolan Capa: Não-creditada - 276 Páginas em P&B >> Fonte: Site 'Deep Woods.Org'
>> CONTAGEM REGRESSIVA PARA 'THE PHANTOM' #1500 NA AUSTRÁLIA As edições de fevereiro de 'The Phantom' trazem histórias publicadas bem recentemente em 'Fantomen', publicação sueca do Fantasma. No Nº 1468, temos uma aventura lançada em janeiro de 2007 na Escandinávia; e, na edição #1469, uma história publicada em dezembro último. Mas o que está realmente empolgando os fãs australianos do Espírito-Que-Anda é a expectativa em torno do lançamento da 1500ª edição de 'The Phantom', originalmente prometida para o 1º trimestre deste ano. O curioso é que esse número fantástico será alcançado no gibi Nº 1472. A explicação para esse fato aparentemente absurdo? Fica para a próxima atualização. Confira, abaixo, as capas e fichas técnicas destas novas edições:
>> 'The Phantom'/Frew #1468 - Lançamento: 2/2/2007 História (título em inglês): 'Son of the Jungle' (Em português, 'O Filho da Selva') Originalmente publicado em 'Fantomen' #2/2007 Time criativo: Argumento, Tony De Paul; Arte, Kari Leppänen Capa: Não-creditada - 36 Páginas em P&B .................... >> 'The Phantom'/Frew #1469 - Lançamento: 16/2/2007 História (título em inglês): 'Temple Of The Gods - Pt.5: Thirst' (Em português, 'O Templo dos Deuses, Parte 5: Cobiça') Originalmente publicado em 'Fantomen' #1/2007 Time criativo: Argumento, Hans Lindahl & David Bishop; Arte, César Spadari Capa: Não-creditada - 36 Páginas em P&B >> Fonte: Site 'Deep Woods.Org'
>> MANDRAKE FINALMENTE GANHA UMA (BELA) ESCULTURA A 'Electric Tiki', empresa especializada em esculturas baseadas em personagens de histórias em quadrinhos, desenhos animados, seriados de TV e filmes, acaba de anunciar e disponibilizar as primeiras imagens de uma estátua de Mandrake, O Mágico. Embora ainda não esteja finalizada, pode-se notar que o apuro por detalhes é simplesmente fantástico. Ainda não existem notícias de quando (e por quanto) esta linda obra estará à venda. >> Para conferir mais detalhes, basta clicar na imagem acima. >> Fonte: Site 'Deep Woods.Org'
>> 'ROCKY BALBOA': STALLONE CONCLUI A SÉRIE COM CHAVE DE OURO Quando Sylvester Stallone anunciou, no final de 2005, o início das filmagens de 'Rocky Balboa' (então intitulado apenas como 'Rocky VI'), a dita "crítica especializada" desdenhou do fato, e mesmo fãs do "Garanhão Italiano" se viram invadidos por dúvidas. Seria o lendário boxeador ainda um personagem relevante no atual mundo cinematográfico? Haveria ainda algo a ser contado sobre o personagem? E, por último, mas não menos importante: Stallone não estaria perigosamente se expondo ao ridículo ao interpretar, beirando os 60 anos (completados em meados de 2006), um lutador aposentado que decide subir ao ringue pela última vez? Essas e outras indagações foram definitivamente respondidas quando na estréia do filme, em 22 de dezembro de 2006, nos cinemas norte-americanos. Sim, Rocky não é apenas um ícone relevante como, principalmente, necessário: a força moral, bondade e simplicidade do personagem são características que não encontram páreo em nenhum protagonista de nenhuma outra produção cinematográfica contemporânea. Sim, havia muito a ser contado sobre o personagem , que merecia - e recebeu - uma despedida bem melhor do que o fraco 'Rocky V'. E não, Stallone não apenas está em perfeita forma física (na verdade, o astro incrivelmente aparenta estar ainda mais forte do que quando interpretou o boxeador pela primeira vez, há trinta anos) como tem, provavelmente, a melhor atuação de sua carreira. Nesta nova película, que se passa 16 anos após 'Rocky V', Balboa é um velho, sofrendo as agruras da viuvez. Mora em uma casa modesta na periferia da Filadélfia, e possui um pequeno restaurante batizado de "Adrian's" - em homenagem à sua amada esposa - onde a clientela é composta, em sua maioria, por fãs que vão conversar com o ex-campeão sobre os velhos tempos do boxe. Mesmo convivendo com os empregados e clientela do seu restaurante e com seu sempre rabugento cunhado Paulie (Burt Young, mais uma vez excelente no papel), Rocky vive sob o peso da solidão. A falta de sua mulher é sentida em todos os momentos (em certo trecho do filme ele diz "minha esposa se foi, mas continua comigo"); seu filho (interpretado por Milo Ventimiglia, estrela ascendente do seriado 'Heroes') trabalha em uma grande corporação e se sente incomodado com a sombra que, segundo pensa, seu pai, uma celebridade do esporte, projeta sobre ele; também o fato de, devido à idade, ter se afastado do esporte que amava o deixam melancólico e frustrado - embora nitidamente se esforce para não deixar transparecer seu estado de espírito. Esse cenário de desalento começa a mudar quando uma emissora de TV exibe uma simulação computadorizada de uma luta entre o Balboa de 30 anos atrás e o atual campeão mundial dos pesos pesados, Mason "The Line" Dixon (Antonio Tarver, ex-campeão mundial dos meio-pesados na vida real), um boxeador que possui técnica e agilidade, mas nenhum carisma perante os fãs do esporte. Na simulação, Rocky vence o duelo com um fulminante nocaute, e acende entre público e especialistas em boxe a discussão sobre quem seria melhor lutador: o veterano ou o atual? É aí que entra em cena o empresário de Dixon: para promover seu pupilo e tentar dirimir qualquer dúvida que exista sobre sua pretensa superioridade, é acertada uma "luta-exibição" entre o jovem boxeador e Balboa - e é claro que a luta, de exibição, não terá absolutamente nada, e Rocky, tentado com um retorno aos "velhos tempos", após uma leve hesitação aceita participar do combate. Basicamente, a trama é esta - mas se as subtramas e caracterização dos personagens, do protagonista aos coadjuvantes, não fossem tão autênticas e cativantes, com certeza o filme não seria tão bom quanto é. O fato é que, após todos esses anos, ao invés de decair, Stallone melhorou, tanto como diretor quanto como roteirista. O filme em momento algum é piegas (embora seja abertamente sentimental): as situações oscilam entre o humor leve e o drama bem dosado sem derrapar, e os diálogos são certeiros, diretos - sem contar que as atuações são muito boas. Stallone, não caindo em momento algum na tentação de deixar seu ego tomar a frente do bom-senso, interpreta um Rocky que realmente envelheceu. Seja sentado triste e encurvado frente ao túmulo da esposa; seja usando óculos de armação antiquada para ver, nos mercados e feiras da Filadélfia, os preços dos produtos que está comprando para seu restaurante; ou até mesmo no início do filme, saindo da cama em uma manhã gelada com frio até nos ossos (a sensação de enregelamento nos é nitidamente passada na cena) nós vemos ali um ex-esportista que se cuida, certo - mas que foi indubitavelmente atingido pela idade. Além disso, o personagem nos conquista tanto pelo enorme coração que possui, auxiliando à todos à sua volta como pode (desde um antigo adversário dos ringues até o "cachorro mais feio" do canil municipal), como pelo modo simplório e irresistivelmente ingênuo ao falar ("Jamaicano? Hm, europeu, certo?") ou ao proceder (notem que, ao ser entrevistado pela imprensa na coletiva para promover a luta, Rocky está usando o mesmo terno puído de cor púrpura que usa em seu restaurante). Paulie continua um ranzinza de mão-cheia, mas nota-se sutilmente, em poucas e boas cenas, que em seu coração nutre carinho pelo cunhado e remorso pelas grosserias que cometeu contra sua falecida irmã. O filho de Rocky, Balboa Jr., é inseguro e distante, mas não uma "caricatura" de "rebelde sem causa": não tem razão em seus argumentos, mas é homem o suficiente para cair em si quando leva um "sermão" do pai (na verdade, o melhor "discurso" sobre coragem e moral que já vi e ouvi no cinema). Mesmo o antagonista de Rocky, Mason Dixon, é um personagem tridimensional e bem interpretado; vemos que ele não é uma pessoa de má índole, e sim um jovem lutador talentoso, porém desorientado e manipulável, apesar de sua fama e fortuna. O restante do elenco contém figuras secundárias marcantes e facilmente reconhecíveis para os fãs da série: o sempre presente Duke, ex-técnico de Apollo Creed e do próprio Balboa em 'Rocky IV'; "Spider" Rico, agora idoso e convertido ao Protestantismo (o primeiro oponente que vimos o "Garanhão Italiano" enfrentar na série); e a que mais se destaca, a "Pequena Marie", personagem que fez uma ponta rápida, porém marcante, em 'Rocky, Um Lutador', e retorna nesta nova película como uma mãe solteira (Geraldine Hughes) que é amparada pelo ex-campeão, fazendo ao lado de Stallone alguns dos melhores momentos do filme. É interessante notar, acima de tudo, como o público gosta de Stallone e simpatiza com Rocky. A platéia, no cinema em que fui assistir ao filme, abertamente se comovia ou se divertia, nas diversas situações apresentadas na tela. E, quando no 1/3 final da película finalmente tem início o treinamento de Balboa, ao som da clássica e inesquecível música-tema da série, as pessoas em volta de mim começaram a vibrar e aplaudir. O combate em si é um caso parte, como sempre. Não é o mais dramático da série, mas é tecnicamente excelente. Stallone teve a feliz idéia de fazer o duelo parecer, em seus momentos iniciais, uma transmissão de TV exatamente igual às transmitidas pela ESPN. E notamos de cara o esforço do velho lutador: Rocky, no primeiro round, sem ritmo de luta, soca o ar ao invés de acertar o oponente, se frusta, apanha bem mais do que bate, enche Dixon de confiança, até que, finalmente, se encontra - e o jovem adversário nota, da pior maneira, que o velho à sua frente é um muro de pedras. O resultado da duríssima disputa vai surpreender alguns, mas é uma bela sacada do roteiro e sem dúvida é um modo brilhante de fechar o círculo de combates dos quais Balboa participou. Enfim, eis um inesperado e absolutamente gratificante final com "chave de ouro" para uma das mais populares e queridas séries cinematográficas da história. Além do sucesso de público (em duas semanas e meia de exibição, o filme rendeu 70 milhões de dólares só nos EUA - um número excelente para uma película que custou pouco mais de 20 milhões), Stallone também angariou boas e respeitosas críticas da imprensa (ahá!) em seu retorno ao topo em grande estilo. O que nos faz aguardar com redobrada expectativa seu próximo passo. Hei, quando estréia 'Rambo IV' mesmo?
>> EXCLUSIVO: A MELHOR DAS NOTÍCIAS: O FANTASMA RETORNA ÀS BANCAS PELA MYTHOS EDITORA Em 5 de dezembro, enviamos a seguinte mensagem ao diretor e editor da Opera Graphica, Franco de Rosa: "Caro Franco, Um grande abraço. Tendo em vista a atualização de dezembro do Blog FANTASMA NEWS, gostaria de fazer algumas indagações referentes ao nosso querido Espírito-Que-Anda: - A Opera anunciou, porém ainda não lançou a 'Biografia Oficial' do Fantasma, com artigos e depoimentos. Ela será lançada? Sua publicação foi cancelada? - Após o belo álbum 'Fantasma: Sempre aos Domingos', existe a possibilidade de mais alguma nova edição do Fantasma para 2007? Se sim, qual seria o conteúdo, formato e provável data de lançamento - caso, claro, existam esses dados? - Este ano tivemos álbuns gigantes do Princípe Valente e Recruta Zero. Quais são os planos da Opera para o material da King Features em 2007?" E sua resposta foi exatamente ESTA: "Covezzi. O 'Fantasma: Biografia Oficial' sairá só em 2007. A Myhtos lançará um 'Fantasma Especial' dentro de 15 dias. Com páginas em cores e tudo mais. Será uma edição muito bacana. E ainda o 'Fantasma' MENSAL, no formato do 'Tex', e 'Recruta Zero em Cores' e 'Hagar', também em cores. Serão revistas mensais, sob minha edição. Nos planos da Opera está a continuidade dos álbuns do Fantasma. Mas ainda não há nada definido." OU SEJA: O FANTASMA RETORNA ÀS BANCAS! FINALMENTE! FINALMENTE! SEJA BEM-VINDO, ESPÍRITO-QUE-ANDA!!!!! E QUE RETORNE PARA FICAR!!!!! E AGUARDEM MAIORES DETALHES AQUI, NO FANTASMA NEWS! >> Notícia postada às 14h48 do dia 6/12/2006.
  >> EXCLUSIVO: AS CAPAS DO NOVÍSSIMO 'FANTASMA' PELA MYTHOS EDITORA Finalmente, aquilo que os devotados fãs do Espírito-Que-Anda aguardavam tão ansiosamente: as capas das novíssimas edições do Fantasma pela Mythos Editora! Elas me foram enviadas com absoluta exclusividade pelo editor Franco de Rosa às 9h45 de hoje (18/12/2006). Então, para a alegria dos que torciam ou para a tristeza dos que duvidavam (eram poucos, quase nenhum - mas, pasmem, existiam), eis a prova definitiva de que a espera está acabando: dentro em breve, poderemos nos dirigir à banca mais próxima e nos deliciarmos com 'Fantasma Especial' e, mais importante, com 'Fantasma MENSAL'! Falta pouco, amigos! E AGUARDEM MAIORES DETALHES AQUI, NO FANTASMA NEWS! >> Para conferir as imagens das capas, basta clicar nas imagens acima! P.S. 1: Estas são versões "Betas" das capas, e podem sofrer alguma modificação antes dos gibis irem às bancas. P.S. 2: Que tal a cor do traje do Espírito-Que-Anda em 'Fantasma Especial'? Eu adorei! >> Notícia postada às 23h41 do dia 18/12/2006.
>> EXCLUSIVO: VEJA AS HISTÓRIAS DE 'FANTASMA ESPECIAL' E 'FANTASMA MENSAL' As duas novíssimas edições do Fantasma pela Mythos Editora (especialmente a 'Mensal'), ao menos de início, irão investir principalmente nas aventuras publicadas nas tiras diárias e nas pranchas dominicais. A grande novidade é que NÃO SÃO REPRISES - trata-se de material ABSOLUTAMENTE INÉDITO, com roteiros de Tony DePaul e arte de Graham Nolan (Batman) e Paul Ryan (Quarteto Fantástico). Abaixo, as fichas técnicas de cada edição: >> 'Fantasma Especial' #01 - Histórias: 1) 'A Diabólica Rainha Samaris XII' (Título Original: 'Queen Samaris XII') Time criativo: Argumento, Lee Falk; Arte, Bill Lignante Originalmente publicado em pranchas dominicais, de 5/11/1961 até 13/5/1962 2) 'O Submarino Alemão' (Título Original: 'The U-Boat Mystery') Time criativo: Argumento, Tony DePaul; Arte, George Olesen (até a 12º tira) & Paul Ryan (da 13º tira em diante) Originalmente publicado em tiras diárias, de 3/1 até 14/5/2005 3) 'Retorno ao Éden' (Título Original: 'The Secret Temple on Eden') Time criativo: Argumento, Tony DePaul; Arte, Paul Ryan Originalmente publicado em tiras diárias, de 3/1 até 14/5/2005 Edição em Cores, Formato 'Magazine' (20,5 x 27,6 cm.) - Preço Estipulado: R$ 9,90 .................... >> 'Fantasma Mensal' #01 - Histórias: 1) 'Os Aprendizes do Crime' (Título Original: 'The Crime Apprentices') Time criativo: Argumento, Tony DePaul; Arte, Paul Ryan Originalmente publicado em tiras diárias, de 19/9/2005 até 14/1/2006 2) 'A Ilha das Serpentes Sagradas' (Título Original: 'The Snake Goddess's Island') Time criativo: Argumento, Claes Reimerthi; Arte, Graham Nolan Originalmente publicado em pranchas dominicais, de 6/10/2002 até 30/3/2003 Edição em P&B, 'Formatinho' (13,5 x 18,0 cm.) - Preço Estipulado: R$ 4,90 >> Notícia postada às 16h11 do dia 19/12/2006.
>> MYTHOS EDITORA, WALMIR AMARAL E DEDY EDSON NA 'QUANTA' A escola 'Quanta Academia de Artes', cujo diretor é o renomado desenhista Marcelo Campos (Liga da Justiça), realizará, na segunda semana de dezembro, um evento todo especial dedicado ao Espírito-Que-Anda: 'O Natal do Fantasma na Quanta'. De 12 a 16 deste mês, das 12 às 17 horas, ocorrerá uma exposição permanente, organizada por Dedy Edson, apresentando: - Cenografia: 'O Trono do Fantasma'; 'O Anel do Fantasma'; 'Baú do Tesouro do Fantasma'; Display 'Torne-se o Fantasma'; Bonecos, cards e pôsteres do Fantasma e outros icônicos personagens; - Exposição de revistas raras, nacionais e importadas; - Esposição de HQ's do Espírito-Que-Anda produzidas por artistas brasileiros. No sábado, dia 16, haverá uma programação especial. Confira os horários: - Das 12 às 16 horas: Exibição do seriado clássico de 1943; - Às 14 horas: Lançamento oficial das novas revistas do Espírito-Que-Anda produzidas pela Mythos Editora: 'Fantasma Especial' e a novíssima e tão aguardada revista mensal 'O Fantasma'; - E, encerrando o evento, às 16 horas haverá um bate-papo com o lendário desenhista Walmir Amaral, que ilustrou inúmeras capas e várias aventuras do Fantasma para a antiga RGE (atual Editora Globo), dos anos 60 aos 90. A 'Unidade I' da 'Quanta' fica localizada na Rua Minas Gerais, nº 27 - Bairro Higienópolis - São Paulo, Capital. Maiores informações, basta contatar Dedy Edson pelo e-mail dedyedson@zipmail.com.br, ou pelo site www.fantasmafriends.cjb.net Quem é fã do Fantasma, e mora em São Paulo ou vai estar na capital paulista no período do evento, não pode deixar de prestigiar. Compareça! >> Notícia postada às 23h51 do dia 6/12/2006.
>> A TERRÍVEL "AVENTURA" DE WALMIR AMARAL Esta notícia nos foi enviada por Franco de Rosa, editor do Fantasma no Brasil: "Um acidente rodoviário impediu a realização da palestra de Walmir Amaral na 'Quanta Academia de Artes', no sábado, 16 de dezembro, às 15:00 horas. Walmir Amaral, 67 anos, sua esposa e neto viajavam para São Paulo em ônibus leito. Walmir, que praticava rachas em lambretas na juventude, não suporta andar de avião. E, desta vez, viveu uma aventura terrível na estrada, no sentido Rio-São Paulo (veja os esboços, de autoria do próprio desenhista). Uma carreta tombou diante do ônibus onde viajava com a família. A carreta incendiou e explodiu em seguida (imagem 1). O motorista do ônibus conseguiu desviar seu veículo da carreta, que escorregava ladeira abaixo (imagem 2). Mas o ônibus ficou impedido de seguir viagem, devido a grande quantidade de óleo derramado na pista. A viagem só pode prosseguir com a ajuda da policia rodoviária que utilizou guincho para reposicionar os veículos em asfalto firme, criando ainda uma pista de desvio. Houve quase 4 horas de atraso na viagem, o que alterou totalmente a agenda de compromissos de Walmir Amaral naquele sábado em São Paulo. O artista, que foi o principal desenhista de quadrinhos e autor de capas dos gibis da RGE (Rio Gráfica e Editora) nos anos 1970, e um dos criadores do Gibi Semanal, da mesma editora, participaria, a convite da Myhtos Editora e Opera Graphica Editora do evento 'Natal do Fantasma', na Quanta. A palestra foi suspensa pessoalmente por Franco de Rosa, um dos organizadores do evento, assim que soube do acidente, na manhã do sábado. Passado o susto, Walmir Amaral, seus familiares e todos os passageiros do ônibus-leito, e ainda os integrantes da carreta tombada, estavam bem. Ninguém ficou ferido. Walmir encontrou-se com os antigos companheiros da Rio Gráfica, Primaggio Mantovi e Getulio Delfin, que residem em São Paulo. E em vez de um copo de água-com-açúcar, para aliviar a tensão, preferiu beber um chopinho. Walmir Amaral deverá voltar a São Paulo na próxima edição do Ângelo Agostini, que ocorre anualmente." >> Notícia postada às 23h22 do dia 22/12/2006.
>> FAÇA PARTE DO FÃ-CLUBE 'FANTASMA VIVE' Com o objetivo de congregar os fãs brasileiros do FANTASMA e do MANDRAKE, e homenagear a memória de seu criador - Lee Falk - e seus artistas e desenhistas (tanto das tiras para jornais quanto das revistas em quadrinhos), está criado o Fã-Clube 'FANTASMA VIVE!'. E também comunicamos a criação da Comunidade no Orkut do Fã-Clube 'FANTASMA VIVE!' - um fórum virtual onde os fãs do Espírito-Que-Anda e do Maior Mágico do Mundo podem conhecer novos amigos, se corresponder, debater, trocar informações ou simplesmente se divertir. Caso você esteja logado no Orkut, basta clicar AQUI. Mas ATENÇÃO: para REALMENTE se filiar ao mais novo Fã-Clube dedicado ao Espírito-Que-Anda, é necessário enviar um e-mail para fantasmavive@ig.com.br com nome e endereço completos e data de nascimento. Após um mês de filiado, o sócio receberá, também via e-mail, um "Certificado" exclusivo. Ao longo do ano de 2007, mais novidades serão agregadas ao nosso Fã-Clube! Portanto, você está convidado! Junte-se a nós!
>> Os artigos, notícias e logo-imagens postados neste Blog são de autoria e propriedade de seu editor, Jean Carlos Covezzi. É terminantemente proibida a sua reprodução em qualquer veículo impresso ou eletrônico, principalmente via Internet (sites, blogs, fóruns, listas de discussão, orkut, etc.), sem que antes seja solicitada a autorização expressa do responsável pelo Blog FANTASMA NEWS. Qualquer dúvida, contate-nos por e-mail:
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